quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ARTROSE (Osteoartrose ou Osteoartrite) - SINAIS – SINTOMAS E DESENVOLVIMENTO DA PATOLOGIA.

É a doença articular mais freqüente. Caracteriza-se pela destruição progressiva das cartilagens que compõem as articulações, levando à instalação de dor, deformação e impotência funcional de leve a acentuada. A partir dos 30 anos de idade, a doença, que atinge com maior incidência o sexo feminino pode se tornar evidente (em exames radiográficos), acentuando-se com o envelhecimento, afetando 85% dos indivíduos a partir dos 70 anos. É considerado um problema de saúde pública em função do aumento da expectativa de vida. Em países desenvolvidos é a principal causa de afastamento do trabalho. Sinais – sintomas da artrose: dor localizada e/ou irradiada (sintoma dominante da doença), mas em alguns casos pode ser assintomática; agravamento da dor pelo movimento ou sustentação de peso; fenômenos inflamatórios: edema, vermelhidão, calor local (não são regra); rigidez transitória após período de inatividade; dificuldade para se locomover e desempenhar as atividades da vida diária; desalinhamento das articulações e crepitação ao movimento; sensibilidade leve à palpação e derrames. Como se desenvolve a artrose - na fase primária: a Artrose tem início quando surgem algumas mudanças (de forma microscópica) na cartilagem articular, que incluem a diminuição do número de condrócitos, degeneração gordurosa, alteração das fibrilas do colágeno e irregularidade das superfícies. Em resposta a isto a atividade metabólica de condrócitos aumenta, mas a sua capacidade para replicar é limitada e acaba não conseguindo vencer as forças de desgaste e movimento. Na fase secundária: este processo é acompanhado de liberação de enzimas provenientes do interior das células cartilaginosas. A ação destas enzimas provoca reação inflamatória local a qual amplifica a lesão dos tecidos. Aparece a flacidez localizada da cartilagem com descamação da superfície e fibrilações. A abrasão da cartilagem descamada resulta na perda progressiva de superfície cartilaginosa e exposição do osso subcondral. Posteriormente ocorre nova formação óssea na margem da cartilagem articular (osteófitos que são representados em exames de RX como “brotos” característicos), na tentativa de aumentar a superfície de contato para dar maior estabilidade. Esta neoformação óssea não propicia um osso normal, sendo mais rígido e suscetível à micro-traumas. Outras alterações ósseas incluem cistos de tamanho variável debaixo da superfície articular e hipertrofia e aumento de densidade do osso subcondral. O grau de comprometimento é bastante variado. A enfermidade pode evoluir até a destruição articular ou estacionar a qualquer momento. Ela pode, ainda, se manifestar isolada em uma única articulação ou de forma generalizada (sendo conceituada como Poliartrose, que é difícil de diferenciar de outra doença, a Artrite Reumatóide).

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